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Mostrando postagens com o rótulo quase hais

Auroras

há magia no brotar da flor, no cerrado, no oeste da bahia? há beleza na parreira que trepa auroras? há mistérios na loira que nada caudaloso rio, aos 19?

O furor da vida

assassinato de si: navegar, tuitar, ficar no emessene. a vida explode no espelho selvagem do atlântico! aves azuis acusam o furor da vida!

Piero Eyben

A densa poesia de Piero Eyben. Inventividade. Inteligência. O jovem poeta - talvez menos de trinta anos de idade - fez doutorado na UnB. É leitor voraz de alta literatura. Eyben: um soco em pseudoliteratos de academias, servos de holofotes tão-somente. Parvos nas letras. Covardes. Comensais de poderosos de plantão: aqueles de quem esqueceremos, amanhã. Deleite-se aqui: http://twitter.com/pieroeyben

Sertao roseano

A imensa planície desreta. Dobras do tempo. Nesgas de entendimento de tanto desmundo!

Quase hai roseano

A rosa do Rosa; pétalas naus. A palavra rósea: flores rendas. A rosa-dos-ventos: Veredas. A vertigem no sono dos vaus.

Pescando

entre a sala e o céu a janela que oculta a luz perambula a mulher pela casa escapole a infância por segundos, a solidão é anestesiada: ela se vê pescando, há verões!

Cantando, ontem:

... e ainda, após dizer que a lua está tão bela como na Arábia em 1614 ou na Rússia em 1728, me chame e me queira por horas e horas! about 15 hours ago from web Que venha uma mulher que seja louca por literatura, tenha os pés no chão, saiba o que é check and balances e ainda.... about 15 hours ago from web Twitter = emitir sons melodiosos, cantar, gorjear.

Ela

Fonte se foi. Fonte álgida que era. Fonte n'era nada. Fonte, ela, luz fátua: fugaz, luz opaca em Brasília. Turva: só.

Quase hais literários

a. “procuravam os grãos os pássaros e eram improvisadamente de neve”, gritou quasimodo b. e quando a amnésia contaminou a todos da aldeia foi que aureliano buendia teve a idéia descomunal c. utz? e que mais cê fez, chatwin ? pouco... apenas uivei do alto da serra louvo e apaixonado pelos poemas do rimbaud d. rosa, que rosa? flor? não, o rosa, não a rosa. sim, o das veredas tuas....? qual? antes o da filosofança o das palavras-cais e. sim, sim, féodor fora também um subversivo. qual? antes o maior perito em almas humanas de que se tem notícia. é? bom... mas jogador, não é? ele também um humano, um karamazov f. em suma, vim e vejo o surto de riso dessas moçoilas em flor cadê o tal do tempo redescoberto perdido nalguma esquina de swann ou à espera de albertina em sodoma se acha ou evade para gomorra? g. e eis que larga a aurora o sol tórrido na tez do homem só só salinger só pound só o homem

Não mais vislumbrar

Querer-te, apenas. Talvez isso me bastasse, se soubesse que, te tendo, poderia não mais vislumbrar o mistério de tua ausência em mim!

Hálito

Teu felino sorriso. O frescor de tua pele. Teus dentes alvos na cana. O hálito. Os cabelos como os de Giberte, em Swann. Você, mulher, já.

Eu e você caminharemos

Imagem
Fonte : Blog Ken Parker, colorizado por Alexandre Mastrella, ilustrador, dono de estúdio de animação em Catalão, interior de Goiás.

Rastos no vento

Tracce nel Vento (Rastos no Vento), pesquisa de Giancarlo Berardi e ilustrações de Ivo Milazzo, são as palavras e escritos dos índios da América. Essa seção foi publicada na primeira série de Ken Parker (jun/1977-mai/1984) e republicada na KP Raccolta (jun/1984-jan/1986) e KP Serie Oro (mai/1989-ago/1994). Foram apenas 18 inserções, mas que deixaram saudades nos fãs de Rifle Comprido, pela simplicidade (e profundidade) de um código moral considerado primitivo. Os versos da série Rastos no Vento eram publicados nas segundas-capas de Ken Parker, em preto e branco. São espécies de quase hais dos povos indígenas dos EUA, valendo-me do neologismo que ousei inventar. São puro néctar. Que publicarei aqui, semanalmente uma pérola a mais, toda sexta-feira, colorizada por um artista goiano, amante dos quadrinhos! (Ficou fantástico o trabalho dele!). * Com auxílio de informações do blog Ken Parker

Não é mau

não sabe olhar nos olhos de quem não o conhece oculta-se por trás da alma, uma parte do desconhecido (não é mau: o mundo é que exige muito)

Sálvia, chora

Libertar a poesia dos eternos Drummonds! Eia! e pô-la na boca do estopim a explodir a bala Dos cárceres! O poema é branco e pálido? É o poema: a avenca que explode da nuvem E, saindo-luz pelos ares, sálvia, chora!

Mais do Estado do Mundo*

Quisera eu aquecer o fulgor do círio na densa noite Dizer da lua estrelas e contar da nuvem chuva e cana Quisera eu vislumbrar mistérios cânticos hinos incensos Fitar o mar e desvelar barulhos e da areia segredar ventos Quisera eu dissipar pelo cosmos o calor da distração dos vaga-lumes *O livro, o estado do mundo (e seu dossiê), cujas provas, revistas e corrigidas, encontram-se na posse da editora ALMEDINA, será lançado até o final deste ano. Lá tenho pouco mais de dezesses versos, ao lado de escritores em lingua portuguesa, de todos os cantos do planeta.

Ninando o nome

Nane flor Nane arco-íris rosado e claro como a bruma do amor entre nós Primaveras vêm Nane Ar Nane Vento Nane leve como abajur lilás Nane como Ana como Ane como Azul Any Oh! Nane.

Adriana e o mar

Adriana e o mar sol nenhum. O pesado barulho das ondas a quebra na praia. Nada de sol. Só a lerda vontade de estar na areia úmida do chuvisco. A noite: pingos na lagoa e nas amendoeiras. Seu corpo livre, íntimo já da terra, da grama, do borbulhar da água.

Levantou os olhos e viu Adriana

Os canários, cantando, explodindo flores no chão úmido. Visita à caverna onde costumava ler, desde os doze anos. E onde conhecera, aos dezesseis, os suspiros roucos, profundos e incandescentes. Uma cadela grávida ganiu, perto. Levantou os olhos e viu Adriana, esguia, próxima, ali.

Poesia na blogosfera

Explosão de blogs O poeta tece monólogos Solitário, lê Sartre. O Ser e o Nada do verso que acabou de parir. Sartre, é certo, está em toda parte. (Mais do que nunca, impende separar o joio do trigo.)