Postagens

Rastos no vento

Imagem
Tracce nel Vento (Rastos no Vento), pesquisa de Giancarlo Berardi e ilustrações de Ivo Milazzo, são as palavras e escritos dos índios da América. Essa seção foi publicada na primeira série de Ken Parker (jun/1977-mai/1984) e republicada na KP Raccolta (jun/1984-jan/1986) e KP Serie Oro (mai/1989-ago/1994). Foram apenas 18 inserções, mas que deixaram saudades nos fãs de Rifle Comprido, pela simplicidade (e profundidade) de um código moral considerado primitivo. Os versos da série Rastos no Vento eram publicados nas segundas-capas de Ken Parker, em preto e branco. São espécies de quase hais dos povos indígenas dos EUA, valendo-me do neologismo que ousei inventar. São puro néctar. Que publicarei aqui, semanalmente uma pérola a mais, toda sexta-feira, colorizada por um artista goiano, amante dos quadrinhos! (Ficou fantástico o trabalho dele!). (Com auxílio de informações do blog Ken Parker.) Fonte da imagem : Blog Ken Parker, colorizado por Alexandre Mastrella, ilustrador, dono de estúdio ...

Um pouco de Kerouac

"(...) o que me importava? Eu era um jovem escritor e tudo o que eu queria era cair fora". "(...) prometi seguir na mesma direção tão logo a primavera desabrochasse e os campos de cobrissem de flores". "Quando ele ria todo mundo ria junto". "(...) porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante - pop! - pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos 'aaaaaaah!'. Como é mesmo que eles chamavam esses garotos na Alemanha de Goethe?" "Eu estava curtindo uma temporada fantástica e o mundo inteiro abria-se à minha frente porque eu não tinha sonhos." "Qual é a sua estrada, homem? - a estrada do místico, a estrada do louco, a estrada do arco-íris, a...

Os que escreveram

Kafka judeu em Praga. Borges cego na periferia erma de Buenos Aires. Quasímodo: Hermes contra o metálico fascismo. Gogol tecendo luzes n'almas densas. Dickens a descrever o triste olhar de Oliver Twist. Hansen grita a fome tal como Münch ecoara a dor - o grito. Além: Grimm e Andersen que Lobato conheceu por vírgulas Cá: Rosa resvalando garças em várzeas sob pontes Ou vôos de só graça dessas aves. Clarice assustada com o russo dos subterrâneos e da remição Advogada sem lei. Deusa-anjo de Wenders. Leitora densa de de Virginia Woolf. Cecília e o mito do estar só em contemplação de nada. Implodindo Sartre. Osman Raduan Hatoum Antônio Torres e Torres Filho: Tantos e outros nem nomes sem cara mas folhas. Versão de 28/10/2005

Quase hais literários

a. “procuravam os grãos os pássaros e eram improvisadamente de neve”, gritou quasimodo b. e quando a amnésia contaminou a todos da aldeia foi que aureliano buendia teve a idéia descomunal c. utz? e que mais cê fez, chatwin ? pouco... apenas uivei do alto da serra louvo e apaixonado pelos poemas do rimbaud d. rosa, que rosa? flor? não, o rosa, não a rosa. sim, o das veredas tuas....? qual? antes o da filosofança o das palavras-cais e. sim, sim, féodor fora também um subversivo. qual? antes o maior perito em almas humanas de que se tem notícia. é? bom... mas jogador, não é? ele também um humano, um karamazov f. em suma, vim e vejo o surto de riso dessas moçoilas em flor cadê o tal do tempo redescoberto perdido nalguma esquina de swann ou à espera de albertina em sodoma se acha ou evade para gomorra? g. e eis que larga a aurora o sol tórrido na tez do homem só só salinger só pound só o homem

Ken Parker, por Milazzo

Imagem

Infância, por Proust

Conservava em mim velhas fantasias, datadas da infância, e nelas todas a ternura que havia em meu coração. Marcel Proust

Rilke no Orkut

04/06/07 - José Os Sonetos a Orfeu Château de Muzot, fevereiro de 1922 04/06/07 - José Rosa - rainha, para os de outrora eras um cálice singelo e desfrutável. Para nós, porém, flor da aurora, és fonte, manancial inesgotável. Vestes sob o manto ricos mantos, criatura que só brilho apresenta; tuas pétalas nuas, no entanto, tanto evitam quanto negam a vestimenta. Há séculos te sinto vibrar em nós com os nomes mais doces; de súbito, glorioso, paira no ar. Não sabemos nomeá-lo. Adivinhação. Cada lembrança é como se fosse uma prece em hora de devoção. Rainer Maria Rilke 07/06/07 - José Em que jardins floridos, tratados com boa mão, em que árvores e flores, despidas com ternura, matura a estranha fruta da consolação? Que pura a achaste no chão de tua penúria. Com a perfeita proporção do fruto tu ficas às vezes muito admirado. A doçura, o sumo sob a pele de veludo, que por verme ou ave avoada jamais foi tocado. Há árvores que são adotadas por anjos, regidas por jardineiros em esmerados arran...