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Jeremiah Johnson, de Sidney Polack

Acabei de rever. O filme vi duas vezes. Do Polack. Daqui nasceu a melhor HQ de todos os tempos: Ken Parker, de Berardi (histórias) e Milazzo (desenhos).

Saramago em Lanzarote - II

Mentes Perigosas

Quando pensamos em psicopatia, logo nos vem à mente um sujeito com cara de mau, truculento, de aparência descuidada, pinta de assassino e desvios comportamentais tão óbvios que poderíamos reconhecê-lo sem pestanejar. Isso é um grande equívoco! Para os desavisados, reconhecê-los não é uma tarefa tão fácil quanto se imagina. Os psicopatas enganam e representam muitíssimo bem."Mentes Perigosas" discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esses "predadores sociais" com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria da população: aquelas a quem chamaríamos de "pessoas do bem".Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir...

Saramago, em Lanzarote

Saramago surpreende locutores

Diadorim

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Sabe-se que Guimarães Rosa deixou para as páginas finais do Grande Sertão a resolução da inquietação de Riobaldo. A descoberta (a luz), na tragédia: Diadorim era mulher (na minissérie da TV, a estonteante Bruna Lombardi). Mas morrera em combate. Segue trecho da narrativa rosena densísssima e poeticamente bela: "E, aquilo forte que ele sentia, ia se pegando em mim – mas não como ódio, mais em mim virando tristeza. Enquanto os dois monstros vivessem, simples Diadorim tanto não vivia. Até que viesse a poder vingar o histórico de seu pai, ele tresvariava. Durante que estávamos assim fora de marcha em rota, tempo de descanso, em que eu mais amizade queria, Diadorim só falava nos extremos do assunto. Matar, matar, sangue manda sangue. Assim nós dois esperávamos ali, nas cabeceiras da noite, junto em junto. Calados. Me alembro, ah. Os sapos. Sapo tirava saco de sua voz, vozes de osga, idosas. Eu olhava para a beira do rego. A ramagem toda do agrião – o senhor conhece – às horas dá de si ...

Grande Sertão

Em Brasília, na casa dos pais durante uma semana, li Rosa. Eles vão pra cama cedo demais, às 20:30. Para não incomodá-los, eu ficava, digamos, bem quieto, lendo. Eis uma das preciosas frases do majestoso Grande Sertão: Veredas : "Amigo? Aí foi isso que eu entendi? Ah não; amigo, para mim, é diferente. Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou — amigo — é que a gente seja, mas sem precisar de saber o porquê é que é."