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Agnelo Queiroz

O melhor nome para Brasília, em 2010, é o de Agnelo Queiroz. Com certeza irá para o segundo turno e vencerá Roriz ou Arruda, caso o impeachment não saia. Agnelo, deputado federal pelo DF, foi candidato a senador em 2006. Por pouco não venceu. Faltou financiamento privado para a belíssima campanha. Enquanto isso, do lado do rorizismo, uma imprensa vassala, parcial ao extremo, pesquisas mentirosas e abuso de poder econômico. O destino do vitorioso, Roriz, foi a renúncia, após o escândalo da bezerra de dois milhões de reais. Aqui o twitter de Agnelo: http://twitter.com/AgneloQueiroz

Presidente da OAB compara Arruda a Fujimori e defende impeachment

GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília Depois de a OAB-DF (Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal) defender o impeachment do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda ( DEMOCRATAS ), agora a OAB nacional também afirma que o democrata deve ser afastar do cargo. O presidente da OAB nacional, Cezar Britto, disse neste domingo que a imagem de Arruda recebendo propina leva à necessidade de impeachment. "A imagem do governador sentado em uma cadeira recebendo um pacote de dinheiro é devastadora", afirmou Britto. O presidente da OAB comparou o caso Arruda com o episódio de corrupção que envolveu Alberto Fujimori, ex-presidente do Peru, que em 2001 foi condenado a mais de sete anos de prisão por repassar recursos ilegais ao então chefe de inteligência peruano Vladimiro Montesinos. Britto classificou as denúncias de "extremamente graves". O presidente da OAB disse que vai passar o domingo lendo o inquérito da Polícia Federal contra o governador ...

Quem explorou o escândalo

Uma boa constatação: nenhum jornalista sério da grande mídia explorou o episódio César Benjamin. Repito: nenhum jornalista sério. Nos últimos anos, esse espírito macartista que tomou conta das redações inibiu o exercício do jornalismo. Em muitos casos, criou cristãos novos, dispostos a endossar com paixão o que lhes era pedido. Jornalistas com história, ou se inibiram ou jogaram fora a reputação, no afã de atender às novas demandas, em cima de um patrulhamento obsessivo, mas sem enveredar por baixarias. A maioria merece solidariedade. Mesmo os que passaram a praticar o discurso único, merecem a compreensão. O que não dá para justificar são os que se prestaram a atos vergonhosos, de endossar esse caso Cesar Benjamin, um dos episódios mais vis da história do jornalismo brasileiro. Foram pouquíssimas. Mas levarão essa mancha na biografia. O episódio é um portentoso funil para identificar caráteres. Post não aberto a comentários. Fonte: Blog do Luis Nassif

"Doutrina dele, de Cardéque"

"Hem? Hem? O que mais penso, testo e explico: todo-omundo é louco. O senhor, eu, nós, as pessoas todas. Por isso é que se carece principalmente de religião: para se desendoidecer, desdoidar. Reza é que sara da loucura. No geral. Isso é que é a salvação-da-alma... Muita religião, seu moço! Eu cá, não perco ocasião de religião. Aproveito de todas. Bebo água de todo rio... Uma só, para mim é pouca, talvez não me chegue. Rezo cristão, católico, embrenho a certo; e aceito as preces de compadre meu Quelemém, doutrina dele, de Cardéque. Mas, quando posso, vou no Mindubim, onde um Matias é crente, metodista: a gente se acusa de pecador, lê alto a Bíblia, e ora, cantando hinos belos deles. Tudo me quieta, me suspende. Qualquer sombrinha me refresca. Mas é só muito provisório. Eu queria rezar – o tempo todo. Muita gente não me aprova, acham que lei de Deus é privilégios, invariável. E eu! Bofe! Detesto! O que sou? – o que faço, que quero, muito curial. E em cara de todos faço, executado. Eu...

"Por que o governo não cuida?"

"Eu gosto muito de moral. Raciocinar, exortar os outros para o bom caminho, aconselhar a justo. Minha mulher, que o senhor sabe, zela por mim: muito reza. Ela é uma abençoável. Compadre meu Quelemém sempre diz que eu posso aquietar meu temer de consciência, que sendo bem-assistido, terríveis bons-espíritos me protegem. Ipe! Com gosto... Como é de são efeito, ajudo com meu querer acreditar. Mas nem sempre posso. O senhor saiba: eu toda a minha vida pensei por mim, forro, sou nascido diferente. Eu sou é eu mesmo. Diverjo de todo o mundo... Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa. O senhor concedendo, eu digo: para pensar longe, sou cão mestre – o senhor solte em minha frente uma idéia ligeira, e eu rastreio essa por fundo de todos os matos, amém! Olhe: o que devia de haver, era de se reunirem-se os sábios, políticos, constituições gradas, fecharem o definitivo a noção – proclamar por uma vez, artes assembléias, que não tem diabo nenhum, não existe, não pode. Valor de...

Quase hai roseano II

Coração – isto é, estes pormenores todos. Foi um esclaro. O amor, já de si, é algum arrependimento. Abracei Diadorim, como as asas de todos os pássaros. (Rosa, no Grande Sertão: Veredas)

Quase hai roseano - I

Dormiu-se bem. De manhãzim – moal de aves e pássaros em revôo, e pios e cantos – a gente toda discorria, se esparramava, atarefados, ajudando para o derradeiro. (Rosa, no Grande Sertão: Veredas)