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Crítica e profecia

Postado na comunidade Mikhail Bakhtin, no Orkut, da qual sou coordenador: Fórum para discussão de "Crítica e profecia - A filosofia da religião em Dostoiévski", de Luiz Felipe Pondé (Ed. 34, 2003). Nota: há interessante capítulo sobre a polifonia em FMD (ou Dostoiévski, ou, simplesmente, D.); seguem excertos desse capítulo: "A base do ceticismo, conforme a obra de Sexto Empírico sobre PIrro, é a produção simétrica de um argumento de mesmo valor e oposto a outro, produzido anteriormente, com objetivo de destruí-lo. Bakhtin aponta para o fato de que a raiz desse ceticismo está na sofística, nos diálogos socráticos, ou seja, que Sócrates ou Platão já haviam tentado aproximar-se da ideia de vozes equipolentes, muito antes de D., mas apenas este conseguiu de fato realizar essa poética de forma tão bem-feita." ......... "Nessa medida, D. não é o so um autor que fala da mística ortodoxa: ele é um autor que está inserido no seculo XIX (século da dúvida religi...

Polifonia

Tópico criado na comunidade Mikhail Bakhtin, de que sou organizador, no Orkut. O objetivo é discutir o conceito de polifonia (ou equipolência) em Dostoiévski: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=59146161

O Grande Inquisidor (de Dostoievski)

O grande inquisidor Trecho do romance Os irmãos Karamazov , de Fiodor Dostoievski — É preciso, sob o ponto de vista literário, que o meu poema tenha um preâmbulo. A ação passa-se no século XVI; bem sabes que era costume, naquela época, fazer intervir nos poemas os poderes celestes. Não falo de Dante. Na França, os "clercs de la basoche" e os monges davam representações em que punham em cena Nossa Senhora, os anjos, os santos, Cristo e Deus. Eram espectáculos ingênuos. Na Nossa Senhora de Paris, de Vítor Hugo, o povo é convidado, no tempo de Luís XI, em Paris, e em honra do nascimento do Delfim, para uma representação edificante e gratuita: O Bom Juízo da Sagrada e Graciosa Virgem Maria. Neste mistério aparece a própria Virgem a pronunciar o seu "bom Juízo". No nosso país, em Moscow, antes de Pedro, o Grande, davam-se, de tempos a tempos, representações deste genêro, inspiradas sobretudo no Velho Testamento. Além disso, circulava uma grande quantidade de narrativ...

A Parábola do Grande Inquisidor, de Dostoievski (para ver no feriadão, depois de votar)

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O fundamentalismo nas eleições

Janio de Freitas Na porta de entrada Em uma República presente no século 21, a eleição de seu presidente reduz-se ao aborto, se crime ou não ENTRE PRÉ-SAL, Brasil no jogo político planetário, células tronco, construção de foguetes, submarinos nucleares, feitos esplêndidos e silenciosos de laboratórios científicos, liderança mundial em exportação de vários alimentos -enfim uma República presente no século 21 sob tantos aspectos, de repente a eleição de seu presidente reduz-se ao aborto, se crime ou não. Os candidatos tremem, docilizam-se, mentem. Os bispos e pastores, no velho e no novo púlpito da tv, troam passando-se pela voz divina. Um país com meio milênio de atraso. O caminho para a conquista do eleitor não são os projetos, não são as ideias, não são os circunstantes técnicos e políticos, não é o diagnóstico do presente e a visão de futuro. É a benção. Proveniente de sedes de bispados e cardinalatos, dos palcos e templos onde os que fazem riqueza inventando seitas recolhem...

Os novos exércitos, por Leonel Brizoal

O amigão Ápio Gomes, fiel depositário e organizador dos mais de 500 “tijolaços” escritos por Leonel Brizola ao longo de 20 anos, envia-me, a propósito desta polêmica envolvendo a mídia, um texto escrito por meu avô em junho de 1993, 17 anos atrás, portanto. Leiam e vejam como ele, já então, tinha extrema lucidez sobre o que estamos vivendo com clareza hoje, uma época em que nem todos o percebíamos: Os novos exércitos Se quiséssemos caracterizar estes últimos decênios da história humana, sem dúvida, deveríamos chamá-los de idade da mídia, dos meios de comunicação – a propaganda, os jornais, as revistas, as agências e os sistemas de rádio e televisão. Nestes tempos, vem sendo a mais poderosa arma de dominação dos povos, isto é: a servidão consentida, através da mente humana. Tão poderosa que foi capaz de vencer e desintegrar um gigante como a União Soviética. As máquinas de comunicação, que conquistam e impõem sistemas de dominação e exploração das nações ricas sobre as pobres, s...