"Quero viver como se o meu tempo fosse ilimitado. Quero me recolher, me retirar das ocupações efêmeras. Mas ouço vozes, vozes benevolentes, passos que se aproximam e minhas portas se abrem..." (R. M. Rilke) * Para poemas e quase hais, selecione "marcadores".
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O post STF, qual a extensão da liberdade de culto? está bem aí embaixo.
* poema prosificado acerca de muitas coisas Que faz a brisa do mar na tez do homem que beira os quarenta em cidade estranha? Qual o nome do fenômeno que resulta em frios internos e calores e levezas e pusilanimidades (ai, Cecília, que coisa essa palavra!)? (Nâo me venha com bílis ou sifílis, oxente!) Qual a mecânica do remover coisas e sentimentos e ais e sonhos e promessas e amores e ver moças em flor e mulheres belissimamente maduras em sorrisos abissais e o ver e namorar a têmpora (ora soturna ora apocalíptica ora rebentando em tempestades de amor luz e dor) da lua enormemente posta no firmamento de um céu ancestral num mundo largado ao deus-dará ao léu e, ao ouvir gil, considerar que ele aos sessenta canta bem demais (eu escrevi bem pra porra mas risquei, no original, pois talvez meia dúzia que me lessem assim, torceriam o nariz bem assim, ó!)? (Não se avexe, que solidéu não é rima para arpéu, nem diz do torpor da solitude, não!) Odores de mar! Mulher, ilhéus em nós mesmos? Portant...
Armênio Guedes jornalista Aos 90 anos de idade e cinqüenta de militância política, Armênio Guedes influenciou muitos e tornou-se referência de pensamento democrático na formação política da esquerda no país. Ele esteve durante décadas na linha de frente do Partido Comunista Brasileiro e a história dele se confunde e se mescla com a própria história do comunismo no Brasil. Discreto e anônimo para o público, Armênio Guedes morou na então União Soviética nos anos cinqüenta e se exilou no Chile e na França durante o regime militar. Nesse período, assumiu um papel marcante dentro do PCB com a responsabilidade de pensar, questionar e apontar rumos para o país. Participam como convidados entrevistadores: João Batista Natali, repórter especial do jornal Folha de S. Paulo; Gildo Marçal Brandão,m professor do departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo e autor do livro "A Esquerda Positiva: As Duas Almas do Partido Comunista'; Maria Inês Nassif, editora de opini ão e c...
Era princípio de manhã. Entre lua e sol o mundo. A maré baixa. Pássaros raros. O vento leve. Então, suspira ela, evadindo-se de eventual inoportuno enfado: “Como ser triste com tanta explosão de luz, cor e mistério, Deus meu!?” A noite, após o caudaloso amor feito, havia sido branda. Nem minúsculo fio da inquietação que a toma na cidade. Sim, macia e fácil a noite. A clara luz do dia agora a banhar o corpo dele, que dorme. Salta da cama e percorre a varanda onde crisântemos teimam em manter olhos-pétalas abertos — e as violetas despontam! Pensa lerdamente nas múltiplas visões, nos traços malriscados da madrugada epíloga, nos desenhos acima do mar e dentro dele, principalmente. Vira, da janela, estrelas e o hálito do oceano cingindo-as. Suspira, molemente, e caminha até a praia. Gostava de ficar horas sorvendo o movimento das ondas, o fluxo e o refluxo, o serpenteio delas. A areia, o mar meio verde-escuro, meio negroalvo. *** De volta à casa. Os pássaros, mirados do alpendre, são borbol...
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